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Correio de Torroselo

Defensor dos interesses de Torroselo, de Seia e da Região da Beira Serra

Correio de Torroselo

Defensor dos interesses de Torroselo, de Seia e da Região da Beira Serra

20/01/18

Comemorações do Aniversário da Banda Estrela D'Alva

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A Banda Torroselense Estrela de Alva fundada em 8 de Fevereiro de 1908 vai comemorar 110 anos de vida no próximo dia 11 de Fevereiro.

Do programa destaque para a homenagem a antigos filarmónicos, romagem ao cemitério e almoço na Casa do Povo.

A Filarmónica Fidelidade, de Aldeia das Dez, estará presente dando assim mais brilho ao aniversário da Banda.

Felicito a Direcção pela promoção da festa,  ao mesmo tempo que presto a minha singela homenagem a todos quantos serviram com dedicação, carinho e amor esta instituição da nossa terra. Todos que por ela passaram merecem a nossa gratidão!

 

ps: esta notícia que aqui reproduzo foi publicada no jornal A Comarca de Arganil, em 27 de Agosto de 1929. A Banda tinha 21 anos de existência. 

A Comarca de Arganil, 27 de Agosto de 1929.JPG

 

 

17/01/18

Falecimento

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Faleceu hoje, 16 de Janeiro, o Quim Zé! De seu nome completo, Joaquim José dos Santos Paula, tinha 57 anos de idade, casado, sem filhos.

O Quim Zé era filho de José Paula,  e de Virginia dos Santos, ambos falecidos, e irmão da Gina,  da Isabel e da Ana Bela.

Perdi um bom amigo de toda a vida! Sempre nos tratamos por parentes e nunca irei esquecer a amizade que toda a familia me dispensou.

O Quim Zé foi durante alguns anos um dedicado elemento da Banda e, ainda no último ano, o vimos simbolicamente  participar no concerto nas festas de Santa Ana, em Oliveira do Hospital

O funeral, a cargo da Agência Funerária Brito, realiza-se amanhã, 17 de Janeiro, pelas 16 horas, para o cemitério de Torroselo.

O funeral é acompanhado pela Irmandade de Santo António de Torroselo.

A sua esposa, irmãs, cunhados, sobrinhos e demais familiares envio os meus sentimentos ao mesmo tempo que peço a Deus que o leve para junto de Si. 

Festa de Santa Ana 044.jpg

 

15/01/18

Entre Serras... Herminismo

Alguns dos nossos leitores, poucos, se lembrarão  do percurso da carreira para Coimbra. 

Ao longo da "velhinha" Estrada da Beira parava em todas as localidades, mas uma, a Ponte de Mucela era especial. Nesta localidade do vizinho concelho de Arganil, todo o pessoal saia da camioneta para estender as pernas e comer qualquer petisco na pensão que por ali existia. A viagem era longa, as curvas e o piso da estrada não permitiam grandes velocidades.

O texto que aqui publico foi retirado do livro de F. Mendes Póvoas, "Entre Serras" e relata uma das várias viagens feitas por este torroselense que, em vida, divulgou e promoveu Torroselo e toda a região herminista.

 

Às dez e meia, os travões fizeram-se ouvir:

- Trerr, trerr,tre, tá, trerra, tá, tá!...

- Almoço! – bradou o guarda-freio do camião – Ponte Morcela!

Efectivamente estava-se na “grande estação” de Seia a Coimbra, mas ainda entre serras… Mitos dos passageiros arregalaram os olhos e todos desceram com a convicção de que a modéstia do edifício que lhes ia servir de hotel, valia bem mais que os radiosos luxos da Pampilhosa e do Entroncamento. Só o vinho, não se sabia porquê, poderia desacreditar a casa, mas nunca o gostoso e sadio pão de trigo lá faltara. Tudo estava caro, mas na Ponte Morcela o preço da comida pouco havia subido e não era preciso recalcitrar contra o fornecimento da mistela…

Os lugares foram totalmente preenchidos. Com efeito! A carrada era tremenda; e quando a vimos encarreirada a saborear o arroz, prato da especialidade da casa, ela denunciou-se de – representação. Advogado dos mais distintos e conhecidos de Oliveira do Hospital, estudante de Direito da Universidade de Coimbra, jornalistas, tipógrafos, funcionários dos Ministérios, comerciantes, empregados judiciais, capitalistas e até um comendador dos tempos da Outra Senhora, tais eram os nossos companheiros de viagem; e cada qual fez a sua obrigação. Nada! Que da Ponte a Coimbra ainda era lonjito e às vezes os maquinismos têem os seus caprichos, como as meninas solteironas.

- De modo que – disse o Rodrigues depois do almoço – tu é que rematas-te o “compadrio” com a publicação da carta entrudesca do “Alma Nova”. O conteúdo devia ter deixado entrever a mão oculta…

- Estou ligando… Estou ligando… E pena foi que então não tivesse saído completa:

Continua….

F.Mendes Póvoas, in “Entre Serras… Herminismo”

Edição do Autor, Julho de 1926

 

 

09/01/18

Capela de Santo António - Torroselo

Capela de Santo António

 

Situava-se ao "Cimo do Pátio" ou seja no Largo de Santo António e foi demolida no século XX para facilitar o transito no local. Tinha um púlpito exterior em pedra e interiormente possuía ornamentos artísticos valiosos que se dispersaram. Lamenta-se que a Capela não tenha sido transferida para outro local. Era muito antiga pois já vinha referenciada na Informação Paroquial de 1721.

Pelo Relatório do Rev. Padre José Abranches de 27-9-1811, ficámos a saber que tinha as suas próprias alfaias e paramentos. Entre estas duas casulas de Damasco, uma branca outra rouxa.

 

A. Rocha Fontes, in "Novos Depoimentos Sobre Torroselo"

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04/01/18

Património Classificado - Igreja Matriz de São Gião

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NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA

O ano de 1756, presente no portal principal, é a única data conhecida referente à edificação da igreja paroquial de São Gião. Pautada por uma grande depuração, concentra na fachada principal os elementos de maior dinamismo: o portal, antecedido por degraus, é flanqueado por pilastras, que suportam o entablamento e o frontão de aletas interrompido pela janela do coro, com balaustrada e de remate contracurvado com vieira central. Duas outras janelas, de remate idêntico, ladeiam a do coro, equilibrando o eixo central, que se prolonga ainda pelo nicho no tímpano do frontão que encima a fachada, coroado por cruz. Este, é formado por volutas que formam um triângulo, interrompido ao centro por uma cornija onde assenta um pequeno frontão contracurvado. Do lado da Epístola, ergue-se a torre sineira, de três registos, abertos por pequenas frestas.

 No interior, a campanha decorativa remonta à segunda metade da centúria. O tecto, em caixotões pintados com cenas da vida de Cristo, da Virgem e dos santos, foi restaurado em 1946 pelo pintor de Coimbra Álvaro Eliseu (GONÇALVES;CORREIA, 1953). A talha dourada está presente nos retábulos e também no revestimento do arco triunfal, onde enquadra um Calvário.

Texto: CMOH

Fotos: correiodetorroselo

31/12/17

Fundação Dr. António Vieira no "Preço Certo"

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Na última semana do ano, a Casa de Repouso de Folhadosa - Fundação Dr. António Vieira, marcou  presença no popular concurso "Preço Certo", da RTP.

É sempre com satisfação, orgulho e alegria que assistimos à divulgação de instituições da nossa União de Freguesias.

Mais que a proximidade territorial, une-nos a ligação a nível da nova gestão  administrativa das nossas aldeias.

Mas, e mais importante,  são os laços familiares de muitos torroselenses e folhadosenses.

A Fundação Dr. António Vieira é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sediada em Folhadosa, concelho de Seia, tendo como sede e suporte um magnífico Edifício do século XVII, doado pelo Dr. António Vieira, que destinou por testamento, qua a maior parte dos bens ficasse para dar apoio a quem dele necessitasse.

29/12/17

Feliz Ano Novo de 2018

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Feliz Ano Novo de 2018 para todos os  leitores do blog, para toda a região serrana em geral, e para os torroselenses em particular.

Que seja um Ano de Paz, de Amizade, Partilha, Saúde e Solidariedade!

 

27/12/17

Artistas senenses expõem em Viseu

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Artistas de Seia expõem, até 12 de janeiro de 2018, no átrio do Auditório do Instituto Politécnico de Viseu uma exposição coletiva de artes plásticas "Artistas da Associação de Arte e Imagem de Seia em Viseu".
A mostra reúne 24 obras de pintura e escultura de alguns artistas associados da AAIS, a maior parte dos quais naturais ou residentes em Seia, apresentando grande variedade de abordagens plásticas, mais uma prova de que o sentir-agir do Interior tem valor(es) - no caso, belas artes e bons artistas.

Fonte: CMS

26/12/17

Natal dos Simples

(...)

Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pao e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura

In Natal dos Simples, de Zeca Afonso

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