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Correio de Torroselo

Defensor dos interesses de Torroselo, de Seia e da Região da Beira Serra

Correio de Torroselo

Defensor dos interesses de Torroselo, de Seia e da Região da Beira Serra

Entre Serras...

Ó duro "Cântaro Magro"!

Não te faças tão rogado:

Dá-me um fio de brilhantes

P'ra dar ao meu namorado.

 

Quando um dia me casar,

Hei-de vender os meus pintos,

Para me cobrir de brilhantes

Da costeira dos "Arintos".

 

Quando um dia me casar

E tiver casa só minha,

Do "Cântaro Magro" eu quero,

A mais bonita pedrinha.

 

A Mais bonita pedrinha,

Para o meu noivo atrair,

Porque a pedra faz encanto

E não o deixa fugir...

 

in Entre Serras... Herminismo, de F. Mendes Póvoas, Julho de 1926

Museu Natural da Electricidade


Localizado na Senhora do Desterro, o Museu Natural da Electricidade transporta-nos até 1907, ano em que se iniciou a construção do primeiro, dos quatro existentes sobre o rio Alva, aproveitamento hídrico (Central da Senhora do Desterro) a ser instalado pela Empresa Hidroeléctrica da Serra da Estrela (EHSE), hoje EDP. Tal feito permitiu que a 23 de Dezembro de 1909 a energia elétrica chegasse a Seia pela primeira vez. Antecessora daquilo que são hoje os serviços da EDP, pelo processo de nacionalização que decorreu em 1975, a EHSE foi um marco no desenvolvimento da região.

Estes acontecimentos foram de grande relevo para o concelho e marcaram o início de uma era de parcerias que o Município de Seia viria a estabelecer com a EDP. Uma dessas parcerias é a utilização e fruição de cerca de 140 ha de terreno, área designada por Mata do Desterro que conflui com o Museu Natural da Electricidade

Click to enlarge image museu_natural_electricidade.jpgClick to enlarge image museu_natural_electricidade.jpg

Fonte: http://www.cm-seia.pt/

 

Recordar os Piqueniques dos torroselenses em Lisboa

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O Nordeste, boletim paroquial de Torroselo, publicava em Agosto de 1979 esta  reportagem do piquenique dos torroselenses em Lisboa. 

O autor da reportagem escrevia, que "Foi uma jornada inesquecível, onde o bairrismo, e a união entre as gentes de Torroselo foi uma vez  posta à prova e onde a dedicação  o carinho e o interesse dessa extraordinária Comissão de Lisboa esteve bem patente".

É dessa união e bairrismo que Torroselo precisa! Precisou ontem, precisa amanhã e precisa sempre, para bem da nossa terra, da comunidade em geral e das instituições nela sedeadas em particular.

Ecos de Oliveira do Hospital

 

Município de Oliveira do Hospital mantém os apoios na cultura  com mais de 87 mil euros

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital aprovou a atribuição dos subsídios anuais aos grupos culturais do concelho.

 

 Conforme deliberação na reunião do executivo de 2 de outubro, foi aprovada a proposta para atribuição de 87.350 euros a um total de 29 grupos culturais, um valor que se destina à prossecução de atividades e à comparticipação nas despesas de funcionamento.

 

 Os subsídios aos grupos culturais, mantêm-se nos níveis de anos anteriores, verificando-se um aumento no bolo financeiro, no global, devido à existência de mais grupos culturais.

 

 Além de não ter sido objeto de qualquer corte ou redução de verbas vai ao encontro do que tem sido o entendimento do executivo em permanência relativamente ao trabalho que é dinamizado por estes grupos, nomeadamente na defesa da cultura e do património imaterial do concelho de Oliveira do Hospital.

 

O Município de Oliveira do Hospital assinalou o Dia Internacional do Idoso que se comemorou na quarta-feira, 1 de outubro. Para assinalar a data, a Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital abriu as suas portas a vários utentes de diferentes instituições do concelho.

 

Foi uma tarde cultural promovida no âmbito do Projeto “Lar na Biblioteca” e que iniciou com uma visita guiada às instalações daquele equipamento municipal. De seguida, já devidamente instalados no auditório da Biblioteca, os idosos assistiram ao filme “A Aldeia da Roupa Branca”, um clássico do cinema português.

 

A atividade foi participada pelos idosos de três instituições – Lar VitaMaravilha de S. Paio de Gramaços, a Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural do Vale do Cobral e a Associação Progressiva de Santo António do Alva.

 

A festa da castanha em Aldeia das Dez realiza-se nos dias 25 e 26 de Outubro.

 

“O Canto da Sereia” reúne poesia de Juvenália Marques

 

No passado dia 3 de outubro, no âmbito das comemorações do Feriado Municipal de Oliveira do Hospital, decorreu o lançamento do livro “O Canto da Sereia” da autoria de Juvenália Marques, natural de Oliveira do Hospital. Trata-se de uma edição do Município de Oliveira do Hospital em parceria com a União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços.

 

No dia em que a autora completava mais um aniversário foram muitos os amigos e interessados que se associaram a este momento. Na Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital, Juvenália Marques ouviu rasgados elogios à sua poesia que enche as páginas deste seu terceiro livro.

Fonte: http://www.cm-oliveiradohospital.pt/

 

 

Município de Gouveia apoia o associativismo cultural do concelho

 

 

O Município de Gouveia entregou em 3 de Outubro os subsídios ordinários às associações culturais do concelho. Em 2014 a autarquia atribuiu 114 mil euros subdivididos pelas 44 associações culturais, desportivas e recreativas que apresentaram candidatura ao apoio anual.

 

A atribuição dos subsídios anuais às coletividades do concelho insere-se na política de reforço e valorização do associativismo promovida pela Câmara Municipal de Gouveia enquadrada pelos contributos educativos, sociais, recreativos e desportivos gerados pelas coletividades para a população do concelho.

Durante a sessão de entrega dos subsídios que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Luís Manuel Tadeu Marques, Presidente da Câmara Municipal de Gouveia, demonstrou reconhecimento pelo trabalho realizado pelas associações destacando o modelo de atribuição dos apoios anuais baseado na atividade das coletividades. “Somos um concelho riquíssimo em tradições e atividades, a nossa base identitária tem nas associações uma das suas principais alavancas de dinamização social, desportiva e cultural. Enquanto Presidente da Câmara compete-me incentivar, apoiar e valorizar o vosso trabalho dentro das competências da autarquia, com a aplicação eficiente dos recursos. É isso que temos feito e é este rumo que vamos continuar, sempre com o intuito de reforçar e valorizar o vosso trabalho” frisou o Presidente da Câmara.

Em 2014 os subsídios ordinários apoiam 44 associações do Concelho onde se incluem os grupos folclóricos, as bandas filarmónicas, grupos de corais e teatrais, clubes desportivos e diversas associações recreativas e de lazer que as quatro associações humanitárias dos Bombeiros Voluntários do concelho.

A atribuição dos subsídios ordinários às coletividades resulta do forte compromisso assumido pela autarquia com o associativismo cultural e desportivo promovendo uma política que valoriza a formação e promoção de iniciativas que valorizam a identidade, as tradições e a cultura local.

A atribuição dos subsídios anuais às coletividades do concelho de Gouveia ocorre após a entrega dos respetivos planos de atividades ao município e respetiva ponderação dos projetos e atividades desenvolvidas durante o corrente ano pelas diversas instituições.

Fonte: http://www.cm-gouveia.pt/

Pelourinho e Fonte dos Mouros

 

O Pelourinho, símbolo e testemunho do antigo Município de Torrozelo situa-se em frente à antiga cadeia, hoje, Museu Rural.

(...) A base do Pelourinho são três degraus quadrados, com a altura total de 0,56m. A coluna (que já não é a primitiva) tem 2,28mets. E é um prisma octogonal irregular. O coroamento é feito por uma pirâmide quadrangular irregular oblíqua, com 35cm de altura e as arestas da base com cerca de 30cm

 

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A Fonte dos Mouros, que o Torrozelense Francisco Mendes Póvoas assegurou, nos seus escritos, tratar-se de uma construção “manuelina” por ter duas esferas armilares em posição simétrica, é um monumento raro, pois apenas se conhecem três do mesmo género na região: uma em Sameice (que tem a data de 1593), outra em São Romão sita no Cabo da Vila e ainda uma outra em Oliveira do Hospital (mas que está desativada). O tecto da Fonte é uma abóboda, com a profundidade de 1,40m, e o vão do arco tem 1,35m e 0, 98 de flecha. O que corresponde ao abatimento de 1,38.

 

Mas esta Fonte, construída por volta do século XVI, porque motivo é designada “Fonte dos Mouros”? É muito provável que no mesmo local, antes da actual, já tivesse existido outra anterior essa sim vinda do tempo dos Mouros e como tal era conhecida. E a Fonte manuelina apenas herdou o nome da sua antecessora.

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In, O Concelho de Seia e as suas Irmandades, de Alberto da Rocha Fontes, Novembro de 2002

Concurso de Ideias para Monumento em homenagem à Queijeira Serra da Estrela

O Município de Oliveira do Hospital está a promover um concurso de ideias para um monumento em homenagem à Queijeira Serra da Estrela. Este concurso visa a criação de uma obra de arte que preste um tributo não só à mulher Queijeira como à arte ancestral de fazer o queijo, procurando dessa forma, perpetuar a arte e profissão na consciência concelhia e até nacional.

 

 

A ovelha Serra da Estrela e a produção do Queijo Serra fazem parte da cultura oliveirense e o Município tem apostado numa política de promoção do Queijo Serra da Estrela, através da realização anual da Festa do Queijo, da edição de livros alusivos ao tema e do apoio aos produtores e ao movimento confrádico.

 

 

A dicotomia pastor/queijeira cria uma relação de absoluta complementaridade, essencial no processo de promoção do Queijo Serra da Estrela. Se, por um lado, a importância do pastor já foi reconhecida publicamente pelo Município, através da colocação de uma estátua na principal entrada da cidade, falta perpetuar o valor da mulher Queijeira que, para além do afã doméstico, abraça diariamente tão relevante tarefa.

 

 

Tendo em consideração estes fatores e procurando homenagear a queijeira e um saber fazer ancestral, o Município de Oliveira do Hospital lança este concurso de ideias que tem por objeto a apresentação de um projeto para um monumento a erigir em homenagem à Queijeira, a implantar num Parque ou Rotunda, na área do município de Oliveira do Hospital.

 

 

Podem candidatar-se todos os artistas plásticos naturais ou residentes no concelho de Oliveira do Hospital que devem apresentar os projetos até ao dia 30 de setembro do presente ano, no Gabinete de Apoio à Vereação (GAV).

 

 

Refira-se que o projeto deve ser instruído com os seguintes elementos: memória descritiva; peças desenhadas; estimativa orçamental, e quaisquer outros elementos que os concorrentes considerem relevantes para avaliação dos mesmos.

 

 

Os projetos são apreciados e selecionados de acordo com os seguintes critérios: criatividade; características estéticas; mérito técnico; e dimensão financeira, por um júri que avaliará as candidaturas na segunda quinzena de outubro.

 

 

Os autores dos projetos selecionados autorizam gratuitamente a utilização dos projetos pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e transmitem integralmente para a Câmara Municipal o conteúdo patrimonial dos direitos de autor sobre os projetos.

Fonte: http://www.cm-oliveiradohospital.pt/

Igreja Paroquial de Avô, um dos muitos e bonitos Monumentos do concelho de Oliveira do Hospital.

 Capela de Nossa Senhora dos Milagres em São Paio de Gramaços

 

 

 

Bolsas de estudo para alunos do ensino superior

A Câmara de Seia vai continuar a apoiar os estudantes do ensino superior, atribuindo, durante o ano letivo 2014/2015, 13 bolsas de estudo a alunos com maiores carências económicas.

Estes incentivos à formação académica concretizam-se na atribuição mensal de 10 bolsas a alunos de Seia que estudem fora do concelho, no valor de 125€, e de três bolsas de 75€ para estudantes que frequentem a Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH) de Seia.

As candidaturas deverão ser remetidas até ao dia 31 de outubro, na Divisão Sociocultural do Município, podendo concorrer os alunos que reúnam as seguintes condições: sejam naturais e residentes no concelho de Seia ou não sendo naturais, nele residentes há mais de três anos, com o respetivo agregado familiar; tenham tido aproveitamento escolar no ano letivo anterior; não possuam já habilitações ou curso equivalente àquele que pretende frequentar; não possuam por si, ou através do seu agregado familiar, um rendimento mensal per-capita que ultrapasse o valor fixado para o indexante dos apoios sociais.

Fonte:http://www.cm-seia.pt/

 

(Foto da net)

Máquinas fotográficas analógicas

 Há relativamente poucos anos que apareceu a fotografia digital. Ainda sou do tempo das "velhas" máquinas Kodak com  vários tipos de rolo. A saber: formato 110, 126, Rapid, (este exclusivamente para um determinado modelo de máquina da Agfa), 620  e 120. Este último, era muito utilizada pelos fotógrafos profissionais. Tirava 12 fotografias e, a vantagem, de ter um negativo óptimo para grandes ampliações. Ainda estava para aparecer o 35mm.

 

Havia também os rolos de slides (diapositivos) que, depois de revelados e montados em caixilhos, se podiam projectar num écran. Alguns desses rolos, caso do Kodacrome, tinham que ser enviados para Espanha para serem processados. O seu preço de venda incluia a revelação e montagem.

 

Tal como os slides, também os filmes super 8 Kodacrome  eram vendidos com a revelação incluída no preço e, enviados para Espanha para processar.

 

Não  tive grandes máquinas fotográficas, não que não gosta-se de ter, mas porque o dinheiro nunca abundou por estas bandas. A primeira máquina que tive  ( Empire Scout) foi comprada nos anos 60 e era formato 120. Anos mais tarde, tive uma Halina 35mm que me acompanhou durante grande parte do serviço militar. Por fim, e continuando a falar nas analógicas, tive e tenho, a Olympus AZ300. Mas está de parte, agora só utilizo a digital, que está a precisar de ser substituída por algo mais avançado.

 

Este anúncio da Kodak foi publicado no Diário de Lisboa, edição de 18 de Julho de 1952. Ou seja: há 62 anos!

 

Recordar acontecimentos antigos

A Gazeta de Coimbra, jornal que tenho pesquisado na procura de notícias da nossa terra e região, publicou  em 19 de Fevereiro de 1916, o anúncio que acompanha este pequeno apontamento.

 

Trata-se da Vila Alberto que, foi do avô do actual proprietário, Eng.º Alberto da Rocha Fontes. Curioso nesta notícia é que o então dono, Sr. Alberto Fontes, antigo emigrante no Brasil, onde, diziam os antigos, fez fortuna, tinha residência em Coimbra na Estrada da Beira. Nessa mesmo Estrada da Beira, mas  em Torroselo,  se situava  a sua "Vila Alberto" e outros bens, que pretendia arrendar ou vender.

 

A padaria foi durante alguns anos explorado pelo senhor Francisco Pinto. Hoje, está ao abandono, em ruínas...

Quanto aos outros equipamentos não tenho conhecimento que  tivessem sido arrendados.