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Estrêla de Alva

Quarta-feira, 25.03.15

estrela de alva 003.jpg

 

O Moinho

 

No pendor da serra agreste

há um moinho a trabalhar;

vai cantando, de caminho,

não se chegue a enfadar.

 

Anda o dia, anda a noite,

sem sair do seu logar.

- Imagem da eternidade,

sempre quêda, a caminhar...

 

Anda o dia e anda a noite, 

_ Quando terá de parar?-

Anda-lhe a pedra lá dentro

de contínuo a preguntar.

 

A cada passo que avança 

vai servindo de coveiro:

- Enterra o passo segundo

nas pégadas do primeiro.

 

Vai andando, vai andando

ao redor do coração.

-  Oh! quantas pedrinhas duras

veem misturadas no grão!

 

in Estrela de Alva, Joaquim Capela, Lisboa 1921

 

 

 

 

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por António Madeira às 12:34


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