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Correio de Torroselo

Defensor dos interesses de Torroselo, de Seia e da Região da Beira Serra

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31/01/17

Recordar o Padre João Carvalho Nunes

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 Alguns dos meus leitores ainda conheceram, ou, ouviram falar, do  Padre João  Carvalho Nunes. O Padre João foi pároco de Torroselo, Vila Cova e Folhadosa durante mais de 10 anos. Veio para Torroselo no ano de 1973, ano em que o Padre Jaime Carvalheira deixou estas paróquias. Residiu sempre na Casa Paroquial. e foi um entusiasta de grandes melhoramentos que se realizaram na nossa terra. Dirigiu, editou e publicou o Nordeste, jornal das paróquias a seu cargo.

Encontrei este artigo no jornal A Guarda, orgão oficial da Diocese da Guarda e, gostosamente aqui o deixo, para um melhor conhecimento da obra e do percurso deste sacerdote que serviu a nossa terra.


"Divulgar a vida e a obra de Madre Teresa do Menino Jesus, natural de Vide-Entre-Vinhas, concelho de Celorico da Beira, é a grande causa do Padre João Carvalho Nunes, sacerdote aposentado da Diocese da Guarda e que foi, durante vários anos, capelão das Doroteias (Linhó) e das Clarissas (Sintra). Nessa altura, descobriu o grande carisma da Madre que deixou marcas no Convento de Monte Real, onde morreu com fama de santidade. 
O Padre João Nunes tem sido um autêntico apóstolo da causa da Madre Maria Teresa do Menino Jesus incentivando a leitura da sua biografia “Uma só coisa importa: amar”. 
Natural de Alcaria, concelho do Fundão, João Nunes estudou nos seminários diocesanos de Fundão Guarda, tendo sido ordenado sacerdote a 7 de Abril 1962. Depois disso altura foi deambulando pela diocese, tendo começado por Loriga, no concelho de Seia, onde esteve, durante dois meses, como Coadjutor. Em Janeiro de 1963 foi nomeado pároco da Cabeça, onde permaneceu até Setembro de 1965. Recorda que “estava muito isolado e sem meio de transporte e a estrada não chegava à povoação”. 
Os seis anos seguintes foram passados em São Gião e também em Sandomil. Seguiram-se dois anos de vida comunitária, em Vide. Sem grandes vias de comunicação “fazia o trajecto para algumas das localidades anexas num Citroen 2 Cavalos e para as outras a pé”. “Em Vide começou a primeira experiência de vida comunitária da Diocese da Guarda, tendo em vista uma proposta mais alargada”, explicou João Nunes. A saída do pároco de Vila Cova, Torroselo e Folhadosa acabaria por ditar o fim da comunidade de Vide. Dos dois anos passados nesta paróquia fica o projecto da gráfica montada na garagem da casa paroquial onde chegaram a imprimir mais de 32 mil exemplares do boletim paroquial Nordeste. “Eramos auto suficientes mas, para isso, tivemos de fazer um curso de offset em Lisboa”, explicou João Nunes. A mudança de Vide para as paróquias de Vila Cova, Torroselo e Folhadosa obrigou também à transferência da oficina para a garagem da casa paroquial de Torroselo. 
Com a diminuição da tiragem dos boletins paroquiais, João Nunes começou a dar aulas de Português no Colégio, em Seia. Para além das turmas do 7º e 8º ano leccionava cursos nocturnos para trabalhadores. Foi durante uma das aulas da noite que se começou a manifestar um problema de saúde que acabaria por ditar o fim da sua passagem pelo ensino. “Foi em Maio de 1985 que, devido ao cansaço, apanhei um esgotamento”, referiu João Nunes. E acrescentou: “com essa história toda, fui para a família para me tratar”. Depois de algum tempo de recuperação começou a concelebrar com o capelão no Convento das Irmãs Doroteias, em Linhó. Como estava a decorrer o processo de substituição do capelão acabou por assegurar esse serviço com o aval do Patriarca de Lisboa e do então Bispo da Guarda, D. António dos Santos. Depois de cinco anos nas Doroteias acabaria por assumir também a capelania das Clarissas, em Sintra, instituições onde esteve mais 15 anos. 
O regresso à Guarda aconteceu a 23 de Setembro de 2007, a convite de D. Manuel Felício. Colaborou nas paróquias da Sé e São Vicente, até Agosto de 2013. Em 2014, entre Janeiro e Setembro, ainda ajudou nas paróquias de Valhelhas e Vale de Amoreira. 
Sem qualquer tarefa definida, reside no Seminário da Guarda e dedica-se “às funções sacerdotais, de acordo com a disponibilidade e capacidade”, sem nunca esquecer “a causa da Madre Maria Teresa do Menino Jesus”.

in Jornal A Guarda

 

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