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Correio de Torroselo

Blog regionalista da beira serra

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Pelourinho de Oliveira do Hospital

30.01.18

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NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA

Oliveira do Hospital é localidade de muito remota origem, inicialmente referida aquando da doação do seu território, feita antes da fundação da Nacionalidade e pela regente D. Teresa, aos Cavaleiros da Ordem de São João do Hospital, ou Hospitalários, em 1122. Terá existido uma primeira carta de foral, certamente dada pelos seus donatários, e referida no foral manuelino, este datado de 1514. E Oliveira do Hospital terá tido o seu próprio pelourinho, ainda que dele não reste qualquer testemunho. 
De facto, o pelourinho que hoje se ergue na sede de concelho, diante dos Paços do Concelho e do edifício do Tribunal, foi transferido em data incerta (sensivelmente entre 1850 e 1950) para a presente localização, vindo da freguesia de Ervedal da Beira. Trata-se, portanto, da picota de Ervedal, que esteve levantada no antigo Largo da Cadeia desta localidade, e depois no Largo do Lameiro, onde de resto deixou alguns vestígios.

Desconhecem-se as razões pelas quais o monumento foi levado para Oliveira do Hospital, mas é provável que tal acontecimento não tivesse relação direta com a simbólica própria da coluna, que de início foi simplesmente utilizada para escorar uma varanda. Já depois de ter sido implantado na presente localização, o pelourinho foi reclamado por Ervedal da Beira, embora até hoje não tenha sido reposto na sua verdadeira sede. 
O monumento ergue-se sobre soco de três degraus quadrangulares de rebordo boleado, o térreo parcialmente enterrado no pavimento (relvado). Nele assenta um bloco cilíndrico relativamente baixo e largo, que serve de apoio a coluna. Esta possui base de arranque quadrado, seguida de uma composição octogonal constando de gola de faces lisas, sulco fundo, toro, nova gola de faces ligeiramente côncavas, e novo toro. Daqui irrompe o fuste, composto por quatro toros espiralados à direita, rematados por capitel vagamente poligonal, formado por astrágalo e pinha ornada de quadrifólios. Não existe remate.

Fonte: CMOH

Falecimento

23.01.18

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Faleceu ontem, 22 de Janeiro,  Rui Manuel Dunhão. Tinha 79 anos de idade e era casado com Helena Alves Dunhão. 

O funeral, a cargo da Agência Funerário Brito, de Oliveira do Hospital, realiza-se hoje, dia 23, pelas 15 horas para o cemitério de Torroselo.

Perdeu-se mais um torroselense bom,  católico praticante, membro da Irmandade e amigo  dedicado à Banda da qual foi executante durante alguns anos.

Trabalhador, honesto,  bom pai e bom marido, o Rui  estava reformada da Câmara onde foi funcionário. Mas, antes de ser funcionário público trabalhou na agricultura como aliás, a maioria da população da nossa terra  da sua geração.

Aos seus filhos, Luís, Jorge, Bela, São e Tó, noras e genro, netos e esposa, bem como aos seus irmãos e restantes familiares envio as minhas sentidas condolências e peço a Deus que o chame para junto de Si.

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Comemorações do Aniversário da Banda Estrela D'Alva

20.01.18

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A Banda Torroselense Estrela de Alva fundada em 8 de Fevereiro de 1908 vai comemorar 110 anos de vida no próximo dia 11 de Fevereiro.

Do programa destaque para a homenagem a antigos filarmónicos, romagem ao cemitério e almoço na Casa do Povo.

A Filarmónica Fidelidade, de Aldeia das Dez, estará presente dando assim mais brilho ao aniversário da Banda.

Felicito a Direcção pela promoção da festa,  ao mesmo tempo que presto a minha singela homenagem a todos quantos serviram com dedicação, carinho e amor esta instituição da nossa terra. Todos que por ela passaram merecem a nossa gratidão!

 

ps: esta notícia que aqui reproduzo foi publicada no jornal A Comarca de Arganil, em 27 de Agosto de 1929. A Banda tinha 21 anos de existência. 

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Falecimento

17.01.18

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Faleceu hoje, 16 de Janeiro, o Quim Zé! De seu nome completo, Joaquim José dos Santos Paula, tinha 57 anos de idade, casado, sem filhos.

O Quim Zé era filho de José Paula,  e de Virginia dos Santos, ambos falecidos, e irmão da Gina,  da Isabel e da Ana Bela.

Perdi um bom amigo de toda a vida! Sempre nos tratamos por parentes e nunca irei esquecer a amizade que toda a familia me dispensou.

O Quim Zé foi durante alguns anos um dedicado elemento da Banda e, ainda no último ano, o vimos simbolicamente  participar no concerto nas festas de Santa Ana, em Oliveira do Hospital

O funeral, a cargo da Agência Funerária Brito, realiza-se amanhã, 17 de Janeiro, pelas 16 horas, para o cemitério de Torroselo.

O funeral é acompanhado pela Irmandade de Santo António de Torroselo.

A sua esposa, irmãs, cunhados, sobrinhos e demais familiares envio os meus sentimentos ao mesmo tempo que peço a Deus que o leve para junto de Si. 

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Entre Serras... Herminismo

15.01.18

Alguns dos nossos leitores, poucos, se lembrarão  do percurso da carreira para Coimbra. 

Ao longo da "velhinha" Estrada da Beira parava em todas as localidades, mas uma, a Ponte de Mucela era especial. Nesta localidade do vizinho concelho de Arganil, todo o pessoal saia da camioneta para estender as pernas e comer qualquer petisco na pensão que por ali existia. A viagem era longa, as curvas e o piso da estrada não permitiam grandes velocidades.

O texto que aqui publico foi retirado do livro de F. Mendes Póvoas, "Entre Serras" e relata uma das várias viagens feitas por este torroselense que, em vida, divulgou e promoveu Torroselo e toda a região herminista.

 

Às dez e meia, os travões fizeram-se ouvir:

- Trerr, trerr,tre, tá, trerra, tá, tá!...

- Almoço! – bradou o guarda-freio do camião – Ponte Morcela!

Efectivamente estava-se na “grande estação” de Seia a Coimbra, mas ainda entre serras… Mitos dos passageiros arregalaram os olhos e todos desceram com a convicção de que a modéstia do edifício que lhes ia servir de hotel, valia bem mais que os radiosos luxos da Pampilhosa e do Entroncamento. Só o vinho, não se sabia porquê, poderia desacreditar a casa, mas nunca o gostoso e sadio pão de trigo lá faltara. Tudo estava caro, mas na Ponte Morcela o preço da comida pouco havia subido e não era preciso recalcitrar contra o fornecimento da mistela…

Os lugares foram totalmente preenchidos. Com efeito! A carrada era tremenda; e quando a vimos encarreirada a saborear o arroz, prato da especialidade da casa, ela denunciou-se de – representação. Advogado dos mais distintos e conhecidos de Oliveira do Hospital, estudante de Direito da Universidade de Coimbra, jornalistas, tipógrafos, funcionários dos Ministérios, comerciantes, empregados judiciais, capitalistas e até um comendador dos tempos da Outra Senhora, tais eram os nossos companheiros de viagem; e cada qual fez a sua obrigação. Nada! Que da Ponte a Coimbra ainda era lonjito e às vezes os maquinismos têem os seus caprichos, como as meninas solteironas.

- De modo que – disse o Rodrigues depois do almoço – tu é que rematas-te o “compadrio” com a publicação da carta entrudesca do “Alma Nova”. O conteúdo devia ter deixado entrever a mão oculta…

- Estou ligando… Estou ligando… E pena foi que então não tivesse saído completa:

Continua….

F.Mendes Póvoas, in “Entre Serras… Herminismo”

Edição do Autor, Julho de 1926

 

 

Capela de Santo António - Torroselo

09.01.18

Capela de Santo António

 

Situava-se ao "Cimo do Pátio" ou seja no Largo de Santo António e foi demolida no século XX para facilitar o transito no local. Tinha um púlpito exterior em pedra e interiormente possuía ornamentos artísticos valiosos que se dispersaram. Lamenta-se que a Capela não tenha sido transferida para outro local. Era muito antiga pois já vinha referenciada na Informação Paroquial de 1721.

Pelo Relatório do Rev. Padre José Abranches de 27-9-1811, ficámos a saber que tinha as suas próprias alfaias e paramentos. Entre estas duas casulas de Damasco, uma branca outra rouxa.

 

A. Rocha Fontes, in "Novos Depoimentos Sobre Torroselo"

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Património Classificado - Igreja Matriz de São Gião

04.01.18

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NOTA HISTÓRICO-ARTÍSTICA

O ano de 1756, presente no portal principal, é a única data conhecida referente à edificação da igreja paroquial de São Gião. Pautada por uma grande depuração, concentra na fachada principal os elementos de maior dinamismo: o portal, antecedido por degraus, é flanqueado por pilastras, que suportam o entablamento e o frontão de aletas interrompido pela janela do coro, com balaustrada e de remate contracurvado com vieira central. Duas outras janelas, de remate idêntico, ladeiam a do coro, equilibrando o eixo central, que se prolonga ainda pelo nicho no tímpano do frontão que encima a fachada, coroado por cruz. Este, é formado por volutas que formam um triângulo, interrompido ao centro por uma cornija onde assenta um pequeno frontão contracurvado. Do lado da Epístola, ergue-se a torre sineira, de três registos, abertos por pequenas frestas.

 No interior, a campanha decorativa remonta à segunda metade da centúria. O tecto, em caixotões pintados com cenas da vida de Cristo, da Virgem e dos santos, foi restaurado em 1946 pelo pintor de Coimbra Álvaro Eliseu (GONÇALVES;CORREIA, 1953). A talha dourada está presente nos retábulos e também no revestimento do arco triunfal, onde enquadra um Calvário.

Texto: CMOH

Fotos: correiodetorroselo